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Mar Grande: familiares e sobreviventes reclamam falta de assistência após tragédia

(Nilson Marinho/CORREIO)

Em audiência pública, empresa nega que não tenha ajudado as famílias

Familiares das 19 pessoas que morreram no acidente com o barco Cavalo Marinho I no dia 24 de agosto participam na manhã desta terça-feira (12) de audiência pública na Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Hildécio Meireles (PMDB). 

Familiares e sobreviventes reclamam que não receberam a assistência da empresa CL Transportes depois da tragédia, inclusive, para os funerais. "Nossa família que teve que pagar o embalsamento da minha mãe", afirmou o pescador Juracy Reis, 35 anos, filho da aposentada Edileuza Reis, 53. 

Os familiares e os sobreviventes também estão contestando que os passageiros tenham corrido para um único lado da embarcação. "Umas três ou quatro pessoas passaram para o lado esquerdo da lancha. O barco ficou o tempo todo adernando na água. Eu ouvi muitas pessoas gritando socorro, bati de um lado e de outro e só encontrei lona. Nessa confusão, alguma coisa clareou e quando eu vi uma luz me joguei pra fora", disse o funcionário público Eduardo Aguadê, 64 anos, um dos sobreviventes.

Ele disse ainda que coletes salva-vidas e botes estavam amarrados. "Eu peguei um barco salva-vidas que, diga-se de passagem, estava amarrado em outros dois. Ficamos mais de duas horas em alto-mar esperando um socorro. Foi omissão. Aquela criança ficou por duas horas na água. Esse plástico que fica na lateral não pode existir, essa lona tem que ser trocada", conta o sobrevivente. 

Em nota à imprensa distribuída na Alba, a CL Transporte Marítimo informou que logo após o acidente disponibilizou uma equipe de assistentes sociais e psicólogos para fazerem o acolhimento às famílias. "Além do trabalho de assistência social e psicológica, a equipe da CL está cadastrando as necessidades dos passageiros. A maior parte dos pedidos se referem a aparelhos de telefone celular, óculos e outros itens aperdidos além de outros itens extraviados. Nesse caso, a empresa já fez um pedido à Agerba para que uma unidade móvel do SAC seja descolada para Vera Cruz para atender de forma mais rápida a comunidade".

O advogado Márcio Tinoco responsável pela defesa da Vera Cruz, que também realiza a travessia Mar Grande-Salvador, disse que a empresa chegou a prestar socorro às vítimas. No entanto, sobreviventes relataram que uma embarcação da empresa passou no momento do naufrágio mas seguiu viagem. Policiais que também estavam na Cavalo Marinho I atiraram para chamar atenção dos tripulantes. 

"Acho que é prematuro falar sobre a omissão de socorro dadas as próprias circunstâncias de vento, navegação, visibilidade e o próprio horário. A própria Vera Cruz quando soube do acidente, imediatamente, socorreu aproximadamente 9 ou 10 pessoas com vida em uma outra lancha", afirmou.  

Um representante da Capitania dos Portos da Bahia (CPBA) e o dono da empresa CL Empreendimentos, responsável pela embarcação Cavalo Marinho I, foram convidados a compor a mesa mas não compareceram. Durante a audiência, vítimas e familiares tiveram três minutos para falar. Já os representantes, vereadores e deputados estaduais falaram durante cinco minutos. 

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), órgão do governo do estado responsável pela regulação do serviço, participou do encontro. "Eu venho acompanhando as reivindicações. A Agerba vem atuando no papel de cumprimentos de horários, se as lanchas estão sendo embarcadas com um número maior de passageiros, o que não foi o caso do acidente. Um fiscal não detém autoridade para se dirigir a um comandante e falar sobre as condições de navegação", afirmou diretor de fiscalização da Agerba, Luciano Machado.

Durante a audiência, o deputado Hildécio Meireles (PMDB) sugeriu a criação de um grupo de trabalho, como a participação de representantes da sociedade civil, Ministério Público da Bahia (MP-BA), poder executivo estadual e municipal, para ajudar na fiscalização das travessias marítimas feitas em todo o estado.

Fonte: CORREIO

Mar Grande: familiares e sobreviventes reclamam falta de assistência após tragédia Reviewed by Renata Ferrari on terça-feira, setembro 12, 2017 Rating: 5

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